
Cresci em meio a versos, rimas, acrósticos. Durante a infância era comum ver minha mãe parar a lida diária, sentar-se à mesa e agarrar papel e lápis apressadamente porque a inspiração lhe pegara de súbito. Sua agilidade mental me parecia incrível, em poucos minutos uma bela poesia cheia de ritmo e suavidade estava pronta.
A irmã do meio também sempre fora extremamente habilidosa com os versos. E tinha um hábito engraçado e curioso. Sempre que começava a escrever colocava a mão acima dos olhos, semelhante a alguém que está psicografando. Na minha casa quase todos nós acreditávamos que isso pudesse ser verdade, só mais tarde nos convencemos que se tratava de talento mesmo.
Vendo tudo aquilo, passei a achar que tinha que me esforçar para ser poeta. Talvez se eu espremesse, forçasse, tentasse, alguma coisa sairia. Aos quatorze anos de idade, ensaiei os primeiros versos, fiquei muito orgulhosa de mim mesma. Corri e fui mostrar para minha mãe. O olhar que ela pôs sobre mim naquele dia era terno e doce, mas não o suficiente para ocultar a rejeição ao meu ‘feito’.
Tudo bem, mais tarde entendi que alguém tinha mesmo que me fazer parar com aquela idéia e ainda bem que foi cedo. Bom, apesar de não ter o menor talento para poesia, descobri que ainda assim poderia ter afinidade com as palavras. Costumo escrever com as mais diversas finalidades. Escrevo para não me sentir só, quando estou triste ou alegre, quando faço descobertas, quando quero denunciar, escrevo... Mas não nego que ficou uma pontinha de frustração em não poder me expressar em versos tão bem rimadinhos e cheios de sentido.
A irmã do meio também sempre fora extremamente habilidosa com os versos. E tinha um hábito engraçado e curioso. Sempre que começava a escrever colocava a mão acima dos olhos, semelhante a alguém que está psicografando. Na minha casa quase todos nós acreditávamos que isso pudesse ser verdade, só mais tarde nos convencemos que se tratava de talento mesmo.
Vendo tudo aquilo, passei a achar que tinha que me esforçar para ser poeta. Talvez se eu espremesse, forçasse, tentasse, alguma coisa sairia. Aos quatorze anos de idade, ensaiei os primeiros versos, fiquei muito orgulhosa de mim mesma. Corri e fui mostrar para minha mãe. O olhar que ela pôs sobre mim naquele dia era terno e doce, mas não o suficiente para ocultar a rejeição ao meu ‘feito’.
Tudo bem, mais tarde entendi que alguém tinha mesmo que me fazer parar com aquela idéia e ainda bem que foi cedo. Bom, apesar de não ter o menor talento para poesia, descobri que ainda assim poderia ter afinidade com as palavras. Costumo escrever com as mais diversas finalidades. Escrevo para não me sentir só, quando estou triste ou alegre, quando faço descobertas, quando quero denunciar, escrevo... Mas não nego que ficou uma pontinha de frustração em não poder me expressar em versos tão bem rimadinhos e cheios de sentido.

Pense que você, como jornalista, é poetisa da realidade. Rimas não há, é bem verdade, mas beleza consigo encontrar em seus textos.
ResponderExcluirAline Durães